Luís Carmo fala do atual momento do União de Lamas e da sua estratégia para crescer



A FPH está a desafiar os treinadores e responsáveis técnicos das equipas que participam nos campeonatos nacionais a falarem um pouco sobre as suas equipas e quais as expetativas para a época 2013/2014.

Luís Carmo, jogador-treinador do União de Lamas, é o terceiro entrevistado. O lamacense fala das expetativas do clube para esta época desportiva, da integração dos reforços e de o União pretende dar a volta a uma equipa que tem uma média de idades de 31 anos.

FPH: Depois de um início algo tremido, o Lamas está novamente nos lugares de acesso à fase final. Quais são as vossas expetativas para esta época desportiva?

Luís Carmo (LC):
As expetativas para esta época desportiva na vertente de campo são altas, tivemos um início tremido fruto ainda de alguma falta de entrosamento e adaptação aos métodos de treino. Prevejo que seja um dos campeonatos mais equilibrados dos últimos anos, embora o Lousada parta naturalmente como favorito. Existem cerca de 5 a 6 equipas muito equilibradas, e por isso qualquer ponto perdido pode ser o suficiente para não ser apurado para a fase final.

O nosso grande objetivo é atingir a fase final e só depois poderemos pensar em vencer o campeonato, até porque ao contrário de outros anos ficará decidido apenas num fim-de-semana, o que na minha opinião pessoal é um pouco inglório. Relativamente à taça de Portugal, que também queremos vencer, iremos encarar cada jogo com o máximo de seriedade pois os jogos em eliminatórias não permitem grandes erros e podem-se decidir em pequenos detalhes.

Na vertente de sala as nossas expetativas são menores, até porque não temos as melhores condições a nível de treino para evoluir na modalidade bem como alguns dos atletas que este ano compõe a equipa irão defender outro clube no hóquei de sala. Iremos tentar chegar à fase final e depois faremos o nosso melhor. Este ano estou particularmente curioso para ver como as equipas irão reagir e adaptar-se ao novo método de apenas 4 jogadores de campo com guarda-redes, além de ser mais exigente fisicamente irá exigir outro tipo de esquemas táticos.

FPH: O União foi um dos clubes que se reforçou com atletas provenientes de outros clubes. Como está a correr a integração destes jogadores na equipa, e de que forma são uma mais-valia para o clube?

LC:
A integração destes jogadores foi relativamente fácil pois o União de Lamas é um clube que recebe muito bem qualquer atleta, independentemente dos clubes por onde tenham passado. Relativamente aos métodos de trabalho da equipa também não foi muito difícil a adaptação, pois a maior parte são atletas experientes que já nos conheciam como adversários e colegas de seleções e o constante diálogo faz com que possamos evoluir e a integração seja mais fácil.
São efetivamente uma maior valia para o clube pois são jogadores com grande experiência e qualidade, proporcionando simultaneamente um maior equilíbrio e também mais soluções no plantel.

FPH: Com uma média de idade por atleta de 31 anos, como estão a proceder à renovação da equipa? Qual o plano de desenvolvimento do clube a longo prazo?

LC:
A média de idades do nosso clube é um problema que tem sido agravado ao longo dos últimos anos pela falta de formação. O problema ainda se mantém e a direção ainda não encontrou uma solução para que o clube possa ser sustentado no futuro. Espero que a bem do clube e da modalidade, esta situação seja ultrapassada o mais breve possível de forma a que o hóquei em campo possa continuar a existir em Santa Maria de Lamas.

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