Canto Curto com Ana Faias



Ana Faias foi uma das 14 árbitras escolhidas estar presente no Women's Hockey Junior World Cup 2016, que decorreu no Chile, de 24 de novembro a 4 de dezembro. Este importante marco para a carreira de Ana Faias coincidiu com o seu regresso às competições internacionais. Um retorno importante para a árbitra que, num dos palcos mais importantes a nível internacional, representou com muito mérito as cores de Portugal.

Como seria de esperar, este importante marco não poderia passar desapercebido, pelo que a Federação Portuguesa de Hóquei esteve à conversa com a árbitra internacional.


Antes de mais, muitos parabéns pela presença no Women's Hockey Junior World Cup 2016 como árbitra. Como foi estar presente nesta competição?
R: Obrigada pela felicitação. Foi um bom regresso às competições internacionais após um longo período de ausência nas mesmas.

Em que medida considera esta presença no WHJ WC 2016 para si e para o desporto nacional?
R: Tive uma boa prestação e bom feedback. Estes resultados ajudam-me a afirmar na esfera internacional levando o nome de Portugal mais longe.

Na sua opinião, o que poderia melhorar no hóquei nacional?
R: Se sem jogadores não existem jogos, sem regras não se joga! A evolução do hóquei nacional passa pela participação coletiva dos diversos elementos (jogadores, dirigentes, treinadores e árbitros) em busca de soluções comuns para a situação geral e não na compartimentação de ideias/soluções.

Para conhecermos mais um pouco de si, poderia explicar-nos como foi o seu trajeto na modalidade?
R: Tive conhecimento da modalidade no secundário através do prof. André Lopes. Nesse mesmo ano, fiz o curso de juiz e árbitro de Hóquei em Campo. Numa fase inicial, desempenhava mais as funções de juiz de mesa e, em 2006, após uma formação de reciclagem, fui convidada para desempenhar funções como árbitra. Tive a minha primeira participação em competições internacionais, na variante de sala em 2007, tendo sido promovida a internacional em 2008. Na variante de campo tive a minha primeira participação em competições internacionais em 2008, tendo sido promovida à categoria de internacional em 2010. Atualmente sou Grau 1 na variante Indoor e Árbitro de Promessa na variante de campo.

Quais são as suas perspectivas para o futuro?
R: Preparar-me da melhor forma possível para as duas competições futuras: Indoor Women's EuroHockey Indoor Club Challenge I e a ronda 3 da liga Mundial.

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