Canto Curto com Joaquim Espinheira



O "Canto Curto" deste mês é com Joaquim Espinheira, um histórico da modalidade e, em particular, do União de Lamas.

Antigo internacional português e galardoado com a Medalha de Dedicação pela FPH, em 1998, o lamacense entrou na modalidade por curiosidade e brincadeira, quando num treino faltava um jogador e lhe deram um stick para a mão. Gostou e até hoje, mais de 40 anos depois, apaixonou-se pelo hóquei.

Claramente um jogador do hóquei em campo, Espinheira elege a competição e o convívio após os jogos como algo que o prendeu a este desporto. Recorda com saudade uma final da Taça de Portugal em Bragança, por sinal o melhor jogo da sua carreira, e não esquece o ritual que o seu União de Lamas tinha antes de entrarem em campo.

Chegou a altura de conheceres a sua história.

Nome: Joaquim Espinheira

Data de nascimento: 22/03/1948

Profissão: Aposentado

Filme preferido: Policiais

Banda preferida: Os Creendence

Clube: União de Lamas

Função na modalidade: Defesa central

Como se interessou pela modalidade: Simplesmente por curiosidade e brincadeira. Apareci num treino e como faltava um jogador, deram-me um stick e eu comecei a jogar. Desde daí nunca mais parei.

O que mais o atrai na modalidade: A competição, o convívio após os jogos e os treinos.

Prefere campo ou sala: Campo. Para mim são duas modalidades completamente distintas. No estrangeiro quem joga hóquei em campo não joga hóquei de sala. Em Portugal deveria ser igual. É claro que para isto também conta o facto de me ter estreado no hóquei em campo.

Jogador/a de hóquei preferido/a: Ao longo destes muitos anos no hóquei penso que seria injusto estar a mencionar um só jogador. Sempre respeitei todos os colegas e todas a equipas. É certo que havia mais proximidade, com os do meu clube.

Adversário mais difícil: Antes de começar os jogos todos os adversários eram difíceis, o principal era ganhar.

Melhor golo da carreira: Foi num jogo em que marquei um golo, numa jogada idealizada durante muito tempo por mim. Mas só o consegui depois de deixar a competição oficial, quando joguei nas velhas guardas, porque nas velhas guardas jogava a avançado.

O melhor jogo da carreira: A final da Taça de Portugal no Estádio Municipal de Bragança.

Melhor momento no hóquei: Quando o União de Lamas ganhou o primeiro título Nacional. E sem dúvida quando joguei na Seleção Portuguesa.

Maior sonho para o hóquei: O meu sonho, era a comunicação social, em especial a televisão, transmitirem um jogo ou falarem da modalidade. Ainda hoje a imprensa escrita e falada, pouco ou nada divulga sobre hóquei em campo.

Superstição ou ritual que tenha no hóquei: Ritual: antes de iniciar os jogos, todos juntos dizíamos, “pelo clube hóquei União de Lamas União, União, União”, batendo com os sticks no chão.

 

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