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Mário Almeida faz balanço da participação no Curso de Treinadores de Alto Nível da EHF

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Mário Almeida, actual treinador da equipa sénior masculina do Sport Club do Porto, participou no Curso de Treinadores de Alto Nível organizado pela Federação Europeia de Hóquei (EHF), que se realizou em Möenchengladbach, Alemanha, entre os dias 20 e 25 de Agosto, data coincidente com o EuroHockey Nations Championship.

Nesta entrevista o treinador refere os aspectos mais relevantes desta experiência, entre os quais se encontra a oportunidade de assistir ao vivo ao Europeu de selecções. Mário Almeida deixa ainda algumas notas para o futuro e salienta a sua disponibilidade para partilhar toda a informação do Curso.

1 – Uma formação deste nível cria sempre algumas expectativas. O que esperavas deste curso? Foi de encontro àquilo que pretendias?

Mário Almeida (MA): Para ser sincero, este curso ficou bastante aquém das minhas expectativas. Baseou-se muito no domínio do software NAC, ferramenta com a qual já trabalho há mais de 3 anos. O espaço de tempo de trabalho muito reduzido levou a que as análises não saíssem com grande conteúdo. As sessões com os palestrantes Martijn Drijver e Lothar Linz foram bastante interessantes e muito produtivas. A presença de cursantes de elite, nomeadamente Juan Escarré, Bernardino Herrera e Alejandro Siri, acabou por permitir um grande intercâmbio de ideias, processos e metodologias o que, a par da presença nos jogos do Europeu, fez com que tenha tirado imenso proveito da minha presença neste workshop.

2 – Quais são os aspectos positivos que gostarias de salientar desta experiência?

MA: O facto de se rever amigos e de se conhecer ainda mais figuras da modalidade, assim como presenciar ao vivo um evento desta dimensão são aspectos muito relevantes e positivos. Tivemos ainda a sorte de ficar alojados no mesmo hotel das selecções espanholas e da masculina holandesa, um facto que permitiu conhecer muito por dentro as realidades das selecções de top a vários níveis e que se revela impagável!

3 – Este curso foi realizado em simultâneo com o Europeu de Selecções – Divisão A, ao qual tiveste assim oportunidade de assistir…

MA: Sem este Europeu quase que diria que não teria valido a pena... Permite perceber quais as tendências actuais da modalidade, sobretudo numa prova classificatória para os Jogos Olímpicos que se joga até à morte com todas as armas que se dispõe. Nota-se a impressionante evolução táctica e tecnológica dos últimos anos e um ou outro aspecto técnico novo, para além do tema físico que se torna cada vez mais relevante ainda. Foi um campeonato muito bem disputado, com excelentes jogos, um ambiente fantástico e uma organização sem mácula, onde o marketing e a publicidade a par da televisão estão cada vez mais a ultrapassar a própria vertente estritamente desportiva.

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4 – Por onde passam agora os teus objectivos em termos de formação?

MA: Gosto de estar sempre actualizado e estarei sempre atento a todas estas oportunidades. Sei também que a EHF vai passar a utilizar as novas tecnologias para efectuar mais acções no âmbito do coaching e do desenvolvimento de uma forma mais prática. Creio, igualmente, que quer com a EHF quer com a RFEH a Federação Portuguesa terá muita abertura para incentivar algum tipo de realizações desta ordem. Deixo a dica até porque Portugal terá duas organizações na próxima temporada e julgo ser fácil conseguir acções importantes. Aproveito esta oportunidade para disponibilizar publicamente toda a informação que trouxe, nomeadamente vários jogos gravados desde a torre (muito melhor para análises tácticas que as transmissões pela TV/internet) e todas as análises do Indoor FIH Coaching Course de Poznan, durante o último mundial de sala. O único problema é que são cerca de 200 Gbps e será necessária alguma articulação.

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