
Rui Figueiredo, Umpire's Manager (UM) da Federação Internacional de Hóquei, vai estar, entre esta sexta e segunda-feira, no Outdoor Men's EuroHockey Club Champions Challenge IV, que decorre em Predanovci, Eslovénia. Em entrevista ao site da FPH, Rui Figueiredo faz a antevisão da sua participação na prova.
FPH: Depois da Turquia, segue-se agora a Eslovénia. Que expectativas tem para esta Divisão D?
Rui Figueiredo (RF): As minhas expectativas para esta competição são boas. Apesar de estarmos a falar de uma divisão D, continua a ser uma competição internacional onde estão representados os melhores dos países menos "influentes" no panorama hóquista europeu e, normalmente, é garante de algumas boas prestações colectivas e individuais.
FPH: Com a sua experiência internacional, como analisa a evolução da qualidade dos árbitros a nível europeu?
RF: Neste aspecto e a exemplo do que se passa com as equipas, os árbitros nomeados para estas competições estão em três categorias distintas. Temos os consagrados, que são o garante de qualidade, temos os que estão envolvidos em programas de formação (normalmente mais jovens) e que ao longo da minha carreira como UM me têm muitas vezes surpreendido positivamente com as suas prestações e com a capacidade de evolução que demonstram e, finalmente, o terceiro grupo, o dos menos experientes onde se incluem os jogadores/árbitros/dirigentes/treinadores que normalmente vão a estes torneios sem grandes expectativas no que diz respeito a promoções e que tentam fazer o melhor (o que nem sempre é suficiente em termos de qualidade).
A fórmula que equilibra a conjugação destes três tipos de arbitragens de modo a conseguir que estas competições decorram com normalidade, sem que haja influência directa dos árbitros nos resultados finais, é sem dúvida alguma a tarefa mais difícil e obviamente o maior desafio para qualquer UM.