
José Ribeiro e Rui Figueiredo são os oficiais portugueses que vão estar em acção entre os próximos dias 17 e 19 de Fevereiro.
O árbitro José Ribeiro acompanha a equipa do Lousada ao Indoor Men's EuroHockey Club Champions Trophy, a ter lugar em Edimburgo, Escócia, enquanto Rui Figueiredo, Umpire Manager, estará em Malatya, Turquia, para o Indoor Men's EuroHockey Club Champions Challenge II.
Em declarações ao site da FPH, cada um fala das suas expectativas para a prova.
FPH: Que expectativas tem para a prova? José Ribeiro (JR): As minhas expectativas são grandes, espero que os jogos me corram bem, tal como correram no último torneio internacional que apitei Indoor, (Indoor Club Champions Trophy, Viena, 2010) onde os jogos me correram bem e o resultado disso foi ter passado ao lote de árbitros da FIH. FPH: O que se aprende mais neste tipo de torneios, e de que forma são fundamentais para a sua evolução como árbitro? JR: Na minha opinião, este tipo de torneio é fundamental para “crescermos” como árbitros, no final de cada jogo que apitamos, falamos com o Umpire Manager nomeado para esse torneio, que nos aponta todos os pontos onde temos de melhorar. É neste tipo de torneios que aprendemos a estar mais concentrados e a ser-mos mais rigorosos dentro e fora do campo. FPH: Por onde passam os seus objectivos na arbitragem, em termos internacionais, nos próximos anos? JR: Os meus objetivos para próximos torneios Internacionais, para os quais possa ser nomeado, passam por apitar o maior número de jogos possíveis. Tal como por exemplo no ano de 2011 em Lousada (EuroHockey Club Champions Challenge 1), onde apitei quatro jogos, dos quais o último um jogo decisivo para subida de divisão. Com 43 anos não tenho muito mais objetivos em termos de Internacionais, a não ser dar sempre o meu melhor.

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RF: Que expectativas tem para a prova? Rui Figueiredo (RF): As expectativas são moderadamente boas, moderadamente porque por razões várias, muitas das quais desconheço, esta competição tem sofrido alterações e desistências na composição dos competidores e nas listas de oficiais nomeados, o que no meu entender não são um bom prognóstico para o resultado final. Por outro lado fui informado que o povo turco, principalmente os que estão ligados ao hóquei, são muito "generosos" e dedicam á modalidade muito de si e do seu esforço, quero acreditar que no fim tudo se venha a conjugar numa competição de razoável qualidade. FPH: O Rui vai estar na prova como Umpire Manager (UM). Pode-nos descrever qual a importância e características do papel que desempenha junto dos árbitros? RF: São no meu entender duas as principais funções de um UM, sendo a primeira e mais importante o constante apoio aos árbitros envolvidos e a segunda o papel de avaliador e gestor das suas carreiras internacionais. O apoio aos árbitros manifesta-se a vários níveis, desde a correção de pequenas e grandes falhas e defeitos até ao refinar das virtudes de cada um, passando pela aplicação de todos os métodos e técnicas de arbitragem disponíveis que mais se coadunam com cada um deles. Saliento ainda o suporte e a sintonia com o TD a todos os níveis. FPH: Com uma larga experiência na arbitragem, como vê a evolução desta em Portugal? RF: Quanto á arbitragem nacional, são bem conhecidas as minhas ideias e posições, se até a algum tempo atrás entendia que a FPH não estava a cumprir a sua obrigação na formação e sustentação da arbitragem em Portugal, hoje, e apesar de achar que ainda existem algumas lacunas por parte da federação e mormente no que diz respeito á responsabilização dos demais intervenientes da nossa modalidade, reconheço que por razões várias a chamada "vocação" para árbitro está práticamente extinta e que nas várias acções patrocionadas pela federação a participação foi muita reduzida. É certo que felizmente existem alguns grandes valores e que provávelmente quando os mesmos se dedicarem a 100% á arbitragem, isto é após o fim das suas carreiras como jogadores e treinadores, iremos ter juizes com muita boa qualidade, infelizmente que terão carreiras curtas devido á idade e também a nível internacional e pelas mesmas razões não chegaram a graduações altas (para as quais alguns deles têm capacidades excepcionais). Espero que a FPH redobre os esforços e os apoios as árbitros em actividade e não desista da captação de novos valores, e que o faça obrigatóriamente em parceria com os clubes e demais orgãos da nossa modalidade. |