Órgãos Sociais da FPH – 2008/2012 MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL Presidente – José Eduardo Lima Pinto da Costa Vice Presidente – Fernando Monteiro Meneses 1º Secretário – Eduardo Augusto Vilar Barbosa 2º Secretário – João Miguel Lagoinha Reboredo Suplente – Armando Jorge Gomes Vilas Boas
DIRECÇÃO Presidente – José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes Vice Presidente – João Paulo Faria Brito da Silva Vice Presidente – Assunção Armanda Sousa Pinto Vice Presidente – Fernando Manuel Resende Soares Vice Presidente – José Manuel dos Santos Rodrigues Vice Presidente – Carlos Fernandes Vice Presidente – Luís Manuel Espinhosa Azevedo Suplente – José António Crespo Machado Suplente – Eduardo Augusto Almeida Gonçalves Suplente – Rui Jorge Pires Póvoas Suplente – Mário Luís Pereira Pinho
CONSELHO FISCAL Presidente – António Manuel Martins Amaral (ROC) 1º Vogal – Jorge Alexandre Santos Costa Almeida 2º Vogal – Miguel Nuno Jacinto Rodrigues Suplente – Cláudia Salomé Lima Dias
CONSELHO DISCIPLINA Presidente – José Carlos Vilaça Fernandes 1º Vogal – José Joaquim Cancela Moura 2º Vogal – Maria do Rosário Neves Lima Suplente – Maria José Carvalho de Almeida
CONSELHO JURISDICIONAL Presidente – António Paes de Faria 1º Vogal – José Miguel Fonseca 2º Vogal – Ana Mafalda Rola Suplente – Cândida Mesquita
CONSELHO DE ARBITRAGEM Presidente – Raul Teófilo Pacheco da Silva 1º Vogal – Aldino Pereira Santos 2º Vogal – António José Vaz de Fonseca 3º Vogal – João Paulo Valadas Neves Guimarães 4º Vogal – Nuno Manuel Teixeira Oliveira Suplente – Fernando Vítor Teixeira Marinho Suplente - Sandra Nancy Oliveira | Manifesto Eleitoral Ciclo Olímpico 2008 – 2012 O início do século XXI está a revelar-se um tempo em que a constante alteração dos pressupostos funcionais das organizações e contextos em que elas se movimentam exige cada vez mais uma cultura de adaptação permanente a novos cenários. A mudança transformou-se no maior desafio que os gestores têm de enfrentar. Vivemos hoje num clima internacional em que da manhã para tarde, somos obrigados a alterar princípios, objectivos e estratégias, correndo o risco de, se não o fizermos, perdermos oportunidades ou, quem sabe mesmo, deixar de fazer sentido a nossa existência. Neste contexto de turbulência generalizada, elaborar planos de intervenção para um ciclo Olímpico ganha contornos bem diferentes, onde a lógica prospectiva e a determinação de objectivos tem de ser realizada com muito mais cuidado, pois todos os pressupostos, e especialmente os de financiamento, são passíveis de sofrerem grandes revezes. Não acreditamos que a sobrevivência da nossa modalidade esteja em causa, mas aceitamos que a sua estrutura global sofra fortes alterações, principalmente motivadas pela necessidade cada vez mais clara de a tutela assumir posturas mais restritivas no apoio ao movimento associativo. Com efeito, poderão suceder-se às ideias neoliberais vigentes, maiores necessidades de intervenção do Estado na economia nacional, mas sempre em prejuízo do movimento associativo que, forçosamente, se deverá tornar cada vez mais auto-suficiente. É na certeza que este caminho é inexorável que toda a estratégia para os próximos quatro anos do Hóquei nacional será montada, teremos de ser capazes de produzir um produto desportivo que capte o interesse dos jovens e menos jovens atletas, homens e mulheres, motivar patrocinadores e parceiros, dinamizar novos e antigos clubes e acentuar a ligação com as entidades políticas dos diversos níveis regionais, nacionais e internacionais. A comunicação interna e externa da modalidade tem de ser reforçada e até transformada num dos objectivos fundamentais da futura estratégia. Para isso vamos alocar meios nunca antes utilizados para conseguir suscitar o interesse dos media e manter um programa na televisão de forma regular.Com este investimento estaremos em condições de alavancar o interesse do Hóquei do ponto de visto dos retornos de patrocínio. Em termos estruturais, a aposta mais importante está ligada com a institucionalização de um departamento técnico, que irá trabalhar na estreita dependência da Direcção, mas que possua mais meios de intervenção e uma maior autonomia. As principais tarefas adstritas a este novo departamento terão a ver com a elaboração e controlo do calendário nacional, o apoio às associações regionais e clubes e o trabalho das diversas selecções. Está também definida como prioridade a contratação de um técnico de nível internacional que possa desempenhar funções de coordenação do Departamento Técnico e ser simultaneamente treinador principal de todas as selecções masculinas, supervisionando o trabalho e desenvolvimento das selecções femininas. Pretende-se também retomar um programa de apoio técnico a clubes e associações, através de acções em todos os núcleos dirigidas pela equipa do Departamento técnico. Uma nova linha de intervenção estará directamente orientada para a criação de um circuito de torneios nacionais de veteranos, inicialmente constituído por três Torneios, um em cada associação regional. O Desporto Escolar passará a ser um campo de grande investimento, constituindo-se grupos de apoio em diversas áreas educativas, através de acções directas para professores de Educação Física e posterior apoio para a constituição de grupos equipas. A arbitragem, será motivo da maior atenção e de um programa de total alteração dos seus propósitos de funcionamento. Será idealizado um projecto de apoio à formação de novos árbitros e os clubes serão directamente envolvidos na responsabilidade de criação de uma nova forma de relacionamento entre a modalidade e a arbitragem. A nível internacional temos que alterar alguns dos princípios que durante anos foram utilizados na nomeação e nas carreiras dos árbitros portugueses. A médio prazo temos que voltar a atingir níveis de excelência já alcançados no passado. A formação terá de encontrar um ritmo contínuo e progressivo principalmente no que diz respeito a treinadores e árbitros embora a formação de dirigentes não possa ser esquecida. Nos próximos 4 anos haverá um elemento do departamento técnico exclusivamente vocacionado para esta área tentando encontrar não apenas uma sequência entre os diversos níveis de formação mas também interligar as acções de carácter nacional com os de índole internacional. Os objectivos competitivos passarão no sector de campo masculino pelo retorno ao grupo B europeu e pela participação em todas as competições europeias para os diversos escalões etários. Relativamente ao hóquei de sala, o objectivo é, para já, manter a permanência no Grupo B, o que poderá ser uma tarefa muito difícil face ao rejuvenescimento da selecção nacional. No sector feminino tentar-se-á continuar a evolução do mesmo, dando consistência na disciplina de campo ao jogo 11X11, e a progressiva subida em termos competitivos da jovem equipa de sala que tão bons resultados tem obtido. Nos escalões de formação vamos manter a dinâmica promovida pelos ENNAs, tentando a incorporação nestes encontros do trabalho que se pretende realizar no Desporto Escolar e garantir a inclusão de novos núcleos, principalmente do Minho e do Algarve. Será ainda um objectivo estratégico desenvolver um quadro de competições internacionais, que por um lado sirva de preparação para as grandes competições europeias e mundiais e por outro garanta a criação de um grupo de nações amigas que aceitem a construção de um quadro competitivo autónomo e interessante do ponto de vista competitivo e político. Será objectivo deste novo elenco da FPH garantir a realização em Portugal de campeonatos europeus tanto de campo como de sala, tentando ainda procurar anualmente estar envolvido em duas grandes provas Internacionais (uma de campo outra de sala). O II Torneio Fernando pessoa será peça fundamental desta estratégia. Neste momento o País possui cinco centros nacionais de prática do Hóquei com condições para a variante de campo: Nordeste, Lousada, Porto, Lamas e Lisboa Pensámos que a médio prazo será possível criar mais dois núcleos, o do Algarve, sobre o qual já trabalhamos há cerca de dois anos, e o do Minho ao qual iniciámos a aproximação há apenas um ano. Acreditamos que com uma política menos exclusivista relativamente à utilização dos campos sintéticos, voltará a ser possível pensar no aparecimento de novos clubes em outras regiões do país. Teremos que fidelizar os patrocínios e as parcerias que fomos obtendo nos últimos anos e eventualmente partir para novos, procurando capitalizar uma maior presença nos media. No plano financeiro manteremos uma política de gestão fundamentalmente orientada para o equilíbrio de tesouraria, embora as perspectivas menos animadoras de financiamento público nos obriguem a criar uma reserva mínima de liquidez. A FPH tem tradição na acção dos seus dirigentes no COP, na FIH e na EHF, teremos que de forma coerente e consistente criar e manter linhas de actuação que garantam a visibilidade da nossa modalidade e crie a imagem necessária que nos permita os maiores avanços em termos desportivos, a nível nacional, europeu e internacional. Neste contexto, a integração do Hóquei como modalidade nos Jogos da Lusofonia é um objectivo fundamental da diplomacia da FPH. Estamos no início de mais um grande desafio, temos os meios mínimos para considerar viável o projecto de desenvolvimento que idealizamos. A equipa que temos disponível está motivada e garante a qualidade necessária para atingirmos o sucesso que o Hóquei precisa e merece. A operacionalização deste referencial de princípios de actuação terá por base o desejo de manter um clima de profunda cooperação entre a FPH e as três Associações Regionais fazendo evoluir, se possível, as excelentes relações que se mantiveram no passado. Esperamos que a Comunidade Nacional de Hóquei mantenha, a atitude de vigilância e de exigência necessários, desde que respeitando a moral e a ética da relação entre pessoas, para nos manter motivados e activados na construção de uma modalidade cada vez mais estruturada e modernizada. |