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Abril 2012 Com a aproximação dos atos eleitorais nas organizações de cúpula, o sistema desportivo português prepara-se para viver um momento de grande importância; já se sentem fortes movimentações dos dirigentes e das organizações para se posicionarem no sentido de defenderem as suas posições institucionais e pessoais. A FPH tem participado num grupo de reflexão formado pelos Presidentes de doze federações nacionais que tem promovido reuniões no sentido de analisarem alguns dos aspetos mais preocupantes da atual situação político desportiva portuguesa. Em relação à nossa modalidade o motivo inicial foi a aventada possibilidade de utilização do “nosso campo” no Jamor para o projeto da Casa das Seleções do futebol, situação que parece estar atualmente ultrapassada. Mas outros assuntos de enorme relevância, como o novo regime de formação de treinadores e o financiamento do Desporto, mantêm-se em análise e vários documentos e ações estão em preparação. Com o aproximar do fim do Ciclo Olímpico, e o início de um novo, todas as federações nacionais e o próprio COP terão os atos eleitorais, que elegerão os corpos gerentes das organizações portuguesas para o período 2012/2016. Já há longo comuniquei a todos os órgãos da FPH e à comunidade Hoquista que não me recandidatarei a novo mandato. Mas esta minha decisão não me iliba de responsabilidades presentes e futuras com a minha modalidade, nem com a FPH. Na verdade, o sistema desportivo nacional e internacional tem regras de conduta e formalismos muito específicos e quem como eu passou por ele durante oito anos, tentando em cada momento dar o seu melhor, não pode deixar de tentar que se encontrem as melhores e mais dignificantes soluções de continuidade diretiva. Uma das situações mais relevantes da minha chegada à FPH em 2004, teve a ver com a forma como quer a nível nacional como internacional os dirigentes aceitaram a forma pacífica e coordenada como o anterior Presidente, Dr. Alípio de Oliveira, possibilitou e fomentou a passagem de testemunho. O que deu uma imagem de grande maturidade da nossa modalidade. Assumi portanto, que antes de me afastar da FPH teria de encontrar uma solução que garantisse, no caso dos sócios da FPH a aceitarem, a evolução normal da modalidade. No passado recente, como certamente se lembram os mais atentos, sentimos alguma dificuldade em reconhecer interessados para estas tarefas de Direção do Hóquei nacional. É com muito orgulho e alegria que possa comunicar por este meio, a toda a comunidade nacional do Hóquei que penso ter encontrado o perfil da pessoa certa para construir um grande, jovem e ambicioso projeto para o Hóquei nacional. Em conjunto com algumas das nossas figuras mais reconhecidas estamos a preparar a formulação de um programa de candidatura e a construir as listas de nomes para os diversos órgãos e cargos. A seu tempo iremos tornando públicas mais informações. Acredito de forma convicta que este projeto tem enorme potencial e que será muito bem recebido por toda a família Hoquista, tanto nacional como internacional. José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes |