logo_fph_1

Dezembro 2011

AddThis Social Bookmark Button

Dezembro 2011


E chegámos ao fim de 2011! Habitualmente, mesmo nos anos aziagos, o sentimento que nos invade nestes últimos dias de cada ano é de alguma felicidade, pois cumprimos mais uma etapa desta nossa cada vez mais longa caminhada neste planeta “Azul”.

Mas desta vez tudo e todos nos assustam; se 2011 foi mau preparem-se 2012 será bem pior! Que fazer perante este cenário? Antes de tudo mais, se me permitem caros amigos, nada de excessos de pessimismos! Ninguém tem dúvidas que vamos passar por momentos de grande retracção económica, que equivale a dizer que vamos ter menos dinheiro para comprar muitos dos bens e serviços que estamos habituados a ter acesso. Mas a geração dos nossos pais e avós também viveram épocas de crise e até viram o mundo a evoluir. Não foi o facto de terem menos disponibilidades que evitou que fossem felizes e que crescêssemos até ao que fomos até há pouco.

E, apesar de tudo, passaram por duas guerras mundiais e uma outra colonial. Acredito com muita convicção que estaremos longe de uma desgraça desse tipo, iremos apenas diminuir o nosso nível de vida, o que implica perder regalias e desfazer hábitos, o que na verdade é muito doloroso. Mas, pensemos: não seria muito pior outras situações ainda mais duras e agressivas da nossa condição humana? Claro que sim!

Por isso teremos de encontrar forças e lutar contra sentimentos negativos e depressivos. Saberemos encontrar alternativas, principalmente desenvolvendo atitudes associativas; juntando o pouco que cada um tiver poderemos mais facilmente equilibrar e compensar o muito que eventualmente cada um perdeu, isolados estaremos sempre mais débeis.

Também no passado os nossos antepassados lançaram mão do associativismo para superarem as dificuldades que as populações iam sentindo na procura por uma maior justiça social, por isso nem temos que inventar, apenas que adequar esta lógica de partilha aos novos tempos e aos novos meios disponíveis. Não faz sentido perder a lucidez, temos é que olhar para o passado e procurar pistas que nos facilitem o encontrar de novas soluções.

No Hóquei esta crise cai no meio de um ano com muitas competições internacionais a terem lugar em Portugal (Gondomar e Oeiras), por um lado poupamos dinheiro pois não temos que nos deslocarmos, mas por outro lado estamos impossibilitados de desistir, o que nos obriga a alguns investimentos, principalmente com a preparação das selecções nacionais.

Mas a situação que mais me preocupa está relacionada com os clubes, como vão eles reagir aos constrangimentos de financiamento, principalmente os casos que eram apoiados pelas autarquias? Não vais ser fácil!!

Também aqui vamos ter de ser muito solidários e inteligentes, não poderemos deixar de aumentar a nossa capacidade de comunicação e de inter-ajuda. Teremos de perceber o que é o essencial e o que é o acessório ou complementar. O Hóquei, estou certo, não parará, mas certamente teremos de assumir algumas formas de actuação que também elas já tinham sido abandonadas face aos meios que dispusemos nas últimas décadas.

E isso terá de ser compreendido não como um retrocesso, mas como uma fase intermédia para voltarmos a crescer, numa fase social e económica mais favorável. A vida é isto mesmo, capacidade de adaptação e sentido das realidades.

Neste momento tão estimulante para todos peço-vos acima de tudo a clarividência para não perdermos a calma e optarmos pelo caminho mais fácil que é o pessimismo e a falta de compreensão para com os outros. Se conseguirmos manter-nos juntos teremos muito mais hipóteses de atingirmos os nossos objectivos.

A única certeza é que no fim de cada tempestade, por mais forte e devastadora que ela seja, haverá sempre a bonança, e estou certo que a família do Hóquei estará junta, para então iniciarmos uma nova fase de expansão. Que venha o 2012!!!


 

José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes