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Agosto 2011
E aqui vamos nós para mais uma época, certamente a última de um ciclo de oito anos, entre 2004 e 2012. Na política é habitual ansiarmos pelos períodos pré-eleitorais, pois neles somos confrontados com o cumprir de algumas das promessas inicialmente realizadas e até algumas surpresas. Mas a verdade é que muitas das promessas exigem tempo para se realizarem e por isso acabam por se consumarem nos finais dos períodos gestacionais. O meu grande sonho em 2004 passava por uma eventual participação em Londres 2012, mas rapidamente percebi que este objectivo era exagerado e provavelmente, em si mesmo, não seria o mais importante para o Hóquei em Portugal. Lentamente fui reajustando os meus desejos e tentando compreender em cada contexto o que seria mais importante para o desenvolvimento sustentável da modalidade. Não faz o mínimo sentido ser eu neste momento a fazer qualquer tipo de avaliação sobre o trabalho realizado, cada um de nós terá a possibilidade de o fazer e decidir como a exprimir. Neste momento o que vale a pena é prepararmo-nos para a época de 2011/12 que já começou e ela, apesar de todas as eventuais dificuldades, vai ser extraordinária, senão vejamos o conjunto de acontecimentos que estão previstos. A época terá a mesma estrutura da anterior, com todas as provas e campeonatos para ambos os géneros (feminino e masculino). Pela primeira vez iremos organizar a Gala do Hóquei em Lisboa, coincidindo com o Dia do Hóquei e manteremos a actividade com o Desporto Escolar e tudo indica que alguns clubes históricos voltarão à actividade. Mas o de maior realce será relacionado com a actividade de carácter internacional. Está confirmada a participação nos campeonatos autonómicos de Espanha nos sub 16 e sub 18 em Outubro (Bilbau) e Março (Barcelona), a visita de Norman Hughes ao Dia do Hóquei, os europeus de sala de seniores masculinos e femininos em Gondomar em Janeiro, em Junho provavelmente terá lugar em Portugal uma reunião do Board da FIH e tudo aponta para que nesse mês se realiza em Lisboa uma poule da World League, com a participação da selecção masculina de Portugal e, por fim, em Julho continua previsto para Lisboa o europeu sub 21 de masculinos e femininos. Quatro campeonatos da Europa e uma série de um Mundial, tudo no mesmo ano, nem eu poderia imaginar que tal situação fosse possível, acredito até que seja provável que alguma coisa se perca no decorrer dos acontecimentos, mas são oportunidades que aparecem uma vez na vida e ou se aproveitam, ou teremos que acreditar na reencarnação, para voltarmos a ter uma chance destas. Tudo isto não caí do céu, foi ganho, fruto de muito trabalho e luta por uma maior credibilidade da nossa modalidade no seio da EHF e da FIH. Estes não são os únicos desafios do actual Hóquei português. O percurso da Ana Faias permite-nos a esperança de ter aquilo que muitos achavam que nunca mais seria possível. Força Ana estamos todos cheios de orgulho pelo que já fizeste mas acima de tudo pelo que vais conseguir! Por fim devemos receber durante a próxima época a vista da nova presidente da EHF, que foi eleita no Congresso de Agosto. Acredito que será uma época extraordinária, a todos desejo a maior das felicidades.
José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes |