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Maio 2011

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Maio 2011

 

Durante muitos anos o bom senso definia como “Hoquista” apenas os atletas. Hoje, este conceito está profundamente alterado.


Ser membro da comunidade nacional do Hóquei é trabalhar pela modalidade em tudo aquilo que ela necessita. Actualmente muitos dos agentes da modalidade percebem que não se pode apenas cumprir um papel, ou ficar apenas por um estatuto.


Em condições normais, devíamos ter um sistema em que cada membro percorreria ao longo da sua vida útil em termos desportivos vários papéis e funções. Começarmos por ser exclusivamente jogadores, depois optarmos por ser árbitros, treinadores, dirigentes ou apenas adeptos, de forma exclusiva ou complementar.


Mas a verdade é que no actual contexto da modalidade esta situação não é possível. Será esta situação apenas negativa? Teremos que a inverter no mais rápido espaço de tempo? Deveremos tornar a sua alteração como o objectivo primário da gestão da nossa modalidade?


Sinceramente não me parece que devamos elegê-la como a principal opção. Primeiro pelas dificuldades estruturais do Hóquei, somos na realidade poucos e todos fazemos imensa falta, principalmente aqueles que têm energia, prazer e capacidade para a ela se dedicar.
Para mim, este ponto menos positivo do Hóquei deve no momento presente ser visto e enaltecido pela capacidade de identificação, de dádiva e de sofrimento de todos aqueles que estão disponíveis para acumular funções e estatutos, para que a modalidade não sofra com a não existência de quadros autónomos de treinadores, árbitros e dirigentes.


“Em tempo de guerra, não se limpam armas”. Seria fantástico que o crescimento do número de jogos e de grupos etários estivesse alicerçado também num aumento de todos os agentes, mas infelizmente isso não aconteceu. Por isso temos muitos jogadores a apitar, alguns a treinar e até, em alguns casos excepcionais, a jogar, arbitrar, treinar e dirigir.


Claro que não é uma situação normal, mas se ela garantir apenas o ultrapassar uma fase de crescimento talvez valha a pena. E por outro lado é importante percebermos se existem alternativas a esta situação!?


Enquanto não forem apresentadas alternativas credíveis, deixem-me agradecer e enaltecer todos que têm mostrado disponibilidade para se dedicarem de forma total ao Hóquei. Muito obrigado.

 

 

 

José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes