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Fevereiro 2011

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Fevereiro 2011

 

Habitualmente os meses de Janeiro e Fevereiro são no Hóquei de uma enorme intensidade de actividades. Nos últimos seis anos quase não costumo ter fins-de-semana livres, durante este período. Este ano por razões profissionais acabei por praticamente não poder assistir à maioria dos torneios de sala. Presenciei os sub 18 masculinos que disputaram o nacional em Lisboa, e depois entrei numa sequência de viagens invulgar. Não estive presente nos nacionais de seniores masculinos e femininos, pois desloquei-me a Curitiba no Brasil para participar numa formação dos técnicos de desporto da Prefeitura local, convite que vinha à muito adiando.

Regressei a Portugal expressamente para receber a visita do Presidente da FIH, Leandro Negre e do Secretário Geral da EHF David Balbirne, que aceitaram o convite que lhes tinha endereçado no Congresso da FIH na Suíça em Novembro.

O principal motivo da visita de ambos estava ligada com a já antiga luta que vimos desenvolvendo para conseguir um piso sintético para a Académica de Espinho. Tudo indica que a persistência de uma equipa capitaneada pelo Sr. Menezes vai finalmente conseguir um passo muito importante.

Num almoço com o Presidente da Câmara Municipal de Espinho, foi finalmente encontrado e disponibilizado um terreno junto à actual Nave Desportiva, o que correspondia exactamente ao desejo dos Hoquistas Espinhenses. O almoço foi muito intenso, com o Sr. Menezes a protagonizar uma extraordinária defesa dos interesses do hóquei, com os dirigentes internacionais e da FPH num apoio cerrado aos interesses da nossa modalidade. Agora só o tempo dirá se foi suficiente esta estratégia de envolvimento ao mais alto nível.

À noite, depois de uma rápida visita ao Torneio de Lousada (EuroHockey Indoor Club Challenge), organizamos um jantar para permitir o reencontro entre dois grandes amigos que já não se encontravam há alguns anos: Lendro Negre e Alípio de Oliveira. Valeu a pena presenciar e participar no ambiente de enorme amizade e partilha de emoções que se viveu durante umas três Horas. Infelizmente uma notícia menos agradável, obrigou o Presidente Leandro Negre a regressar de urgência a Barcelona para participar nas cerimónias fúnebres de um familiar muito próximo.

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Dois dias depois parti para Índia, ou melhor para Goa. Escrevo estas frases ainda no aeroporto de Panjin, enquanto aguardo o embarque para uma viagem que demorará mais de vinte horas.

Foi mais uma sequência vertiginosa de emoções fantásticas. Encontrar pessoas na rua que timidamente nos sorriam e davam a perceber que entendiam as frases que ia trocando com o meu colega. Vim participar como convidado num Congresso internacional com mais de 600 participantes e falei na sequência de uma das grandes referências do Hóquei Indiano Gaudar Singh e tornei-me seu amigo e correram muitas lágrimas na assistência quando passei um filme publicitário que circula na net sobre o Hóquei na Índia, que curiosamente poucos conheciam.

Amanhã pela hora de almoço conto chegar ao Porto, mas este mês sinto reforçado o meu sentimento de cidadão português, de Hoquista e de alguém que acredita cada vez mais que o mais importante das nossas vidas é a capacidade de nos identificarmos com valores e instituições, para então depois podermos partir para a nossa afirmação pessoal.

O que seria eu sem a Universidade para quem trabalho e sem a minha ligação ao desporto e especialmente ao Hóquei?

 

 

 

José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes