
Vítor Rocha, o primeiro árbitro internacional português, corria o ano de 1984, é a personalidade desta quinzena no Canto Curto.
Começou a interessar-se pela modalidade depois da mudança para o Bairro de Benfica, em 1958, e em 1969 faz o curso de árbitro da modalidade, e inicia aí uma carreira de 20 anos na arbitragem. É especial apreciador da velocidade dada ao jogo pelos sintéticos onde actualmente se pratica a modalidade, e elege jogadores como Rogério Ramos, Arlindo, Rui Póvoas e Carlos Fernandes, entre outros, como aqueles que maior génio emprestaram ao jogo. Chegou a fazer dupla de árbitros com Santiago Deó, actual presidente da Federação Espanhola de Hóquei, e revela que a sua auto-confiança foi a chave do sucesso para a sua (bem conseguida) carreira.
Conhece o perfil de Vítor Rocha.
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Nome: Vitor Manuel Diegues da Cunha Rocha Data de nascimento e Signo: 27/07/1939, Leão Profissão: Director Administrativo (reformado) Clube: Sport Lisboa e Benfica Função na modalidade: ex-Árbitro |
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Como se interessou pela modalidade: Com a minha mudança, aos 19 anos, para o Bairro de Benfica, passei a ter contactos e amizades com praticantes do Clube Futebol Benfica e, passados 5 anos fui convidado para fazer parte da secção de hóquei do Clube. Durante os 3 anos que permaneci na mesma tive de arbitrar alguns jogos, por falta de árbitros e, quando abandonei, fui convidado pelo presidente do Conselho de Arbitragem para frequentar um curso, pelo que em 1969 iniciei oficialmente a minha carreira de árbitro, que durou 20 anos. O que mais o atrai na modalidade: A velocidade, a espectacularidade, a habilidade e a destreza a que agora se assiste nos campos sintéticos. Quando em Portugal se jogava apenas em campos pelados, cobertos de areia e pedras, era impossível ver o verdadeiro hóquei em campo. Sem querer ser saudosista, gostava de ter visto alguns atletas dessa época desenvolver a sua criatividade nos actuais sintéticos. |
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Prefere Campo ou Sala: Até finais da década de 80 o hóquei de sala não existia em Portugal, que me lembre, fizeram-se alguns jogos no recinto do Académico do Porto, junto à Constituição, no Porto e, em Lisboa, no ringue de Patinagem do C.F. Benfica, salvo erro com a disputa de uma taça com nome do Capitão Santos Romão que, julgo, foi o primeiro presidente da Federação Portuguesa de Hóquei, quando esta ainda tinha a sua sede em Lisboa. Apesar de gostar de ver jogos de hóquei de sala, prefiro o hóquei em campo. Foi nele que eu “existi”.
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Jogador(a) de Hóquei preferido(a): Presentemente não sou um frequentador dos jogos de hóquei pelo que me é difícil apontar qualquer preferência por um actual jogador. Enquanto praticante da modalidade posso recordar alguns excelentes jogadores, tais como, Carlos Silva, Vitor Perna e Rogério Ramos do C.F.Benfica, Arlindo e João Batista do Ramaldense, Rui Póvoas do Sport, Carlos Fernandes do Lamas, e muitos mais que marcaram uma época. Actualmente sei que existem também excelentes praticantes mas não posso indicar um preferido. Árbitro(a) de Hóquei preferido: Dos actuais também não tenho conhecimentos para indicar um preferido. Dos do meu tempo tenho uma admiração muito especial pelo espanhol Santiago Deó com quem cheguei a fazer equipa. Melhor momento no Hóquei: A minha primeira presença numa fase de apuramento para um Campeonato Europeu de Hóquei realizado em Barcelona, na qual arbitrei 3 jogos e deu origem à minha internacionalização. |
Maior sonho para o Hóquei: Que ele tenha o engrandecimento que merece como modalidade puramente amadora e outra visibilidade em Portugal que não tem conseguido ter, e ainda uma maior equiparação ao hóquei que internacionalmente se pratica.
Superstição ou ritual que tenha no Hóquei: Talvez porque acreditava excessivamente em mim nunca tive qualquer ritual ou superstição.
