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"Canto Curto" com Carolina van Veenen

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Carolina van Veenen, ex-seleccionadora nacional e ex-atleta do Cascais e Belenenses, é a personalidade desta quinzena no Canto Curto.

A holandesa é a primeira personalidade estrangeira na rubrica, sendo também a primeira personalidade a participar na rubrica que não vive, actualmente, em Portugal (vive no Brasil). Nesta rubrica, Carolina leva-nos a outros tempos, das décadas de 70 e 80, data em que iniciou a prática do hóquei em campo. Fala-nos da combinação de técnica com inteligência que exige a modalidade, e de como adora a liberdade de sentidos que lhe confere jogar outdoor. Tal como a maioria dos holandeses, Carolina é fã de Futebol e da laranja mecânica, expressão pela qual ficou conhecida a selecção onde pontificava Johan Cruiff, um exemplo, segundo a própria, de como um jogador deve estar em campo. Em Portugal as suas atletas favoritas são, entre outras, Ana Allen, Cláudia Fidalgo, Rita Macedo e Carla Santos.

Carolina elege ainda três grandes momentos vividos na modalidade, dois deles em Portugal, um com o Cascais e outro na selecção, e o ritual que gosta de cumprir antes dos jogos.

Conhece o perfil de Carolina van Veenen.

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Nome: Carolina van Veenen

Data de nascimento e Signo: 30/09/1964, Balança

Profissão: Professora do Ensino Especial (crianças deficientes auditivas e com dificuldades de fala/língua) e de Educação Fisica. Actualmente, sou Professora de Inglês e de Educação Física.

Clube:

1. ZMHC – Zwolle (Holanda)

2. GDS Cascais (Portugal)

3. CF "Os"" Belenenses (Portugal)

4. Actualmente : Desterro – Florianopolis (Brasil)

Função na modalidade: Actualmente jogadora. Na Holanda e em Portugal, além de jogadora, fui também treinadora (selecções nacionais femininas).

Como se interessou pela modalidade: Aos 4 anos adorava jogar futebol e praticava em qualquer canto, na escola, na rua, em casa etc. Com 7 anos quis entrar num clube (escolinha) de futebol, mas no início dos anos 70 os clubes não aceitavam meninas. Então decidi escolher o desporto mais próximo em termos de jogo (11 x 11, num campo com bola) e assim a escolha recaiu sobre o hóquei em campo.

O que mais a atrai na modalidade: Temos sempre de procurar uma solução no chão com a bola, não existe um chuto para aliviar como no futebol. No hóquei temos de pensar, antes de receber a bola, o que vamos fazer com ela. Necessitámos mais inteligência e técnica do que no futebol, por exemplo. Gosto desta combinação de técnica com inteligência.

Prefere Campo ou Sala: Campo. Na Holanda, o principal é o Campo e lá sempre joquei Campo (uns 25 anos). Adoro correr, pegar um ar fresco e cheirar a relva cortada recentemente, que infelizmente hoje já não existe.

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Jogador(a) de Hóquei preferido(a): Não tenho e nunca tive, nem na Holanda. Agora há jogadoras em Portugal, que gosto muito de ver jogar, cada uma com o seu próprio estilo, como a Cláudia e a Rita de Cascais, a Ana do Belenenses e a Carla do Lousada, entre outras. Sempre tive um jogador de futebol como grande exemplo de como estar em campo: o Johan Cruijff dos anos 70/80 na Holanda.

Melhor momento na carreira Hoquista: Houve 3 momentos (fora muitos outros) que nunca me vou esquecer.

O primeiro foi na Holanda quando fomos campeões e subimos para a “Hoofdklasse” (liga principal) com um clube relativamente pequeno e com poucos rescursos.

O segundo em Portugal, foi o resultado fantástico com as menins das sub-21 em Alcala la Real (vice-campeões da Europa). Foi uma virada e um momento muito importante, em minha opinião, para o hóquei feminino. O espírito de equipa, o ambiente, a amizade e o trabalho que estas meninas mostraram foi inesquecível e um exemplo para todas.

O terceiro foi a primeira ida duma equipa feminina para o Europeu dos clubes na Jugoslávia (ainda nesta altura) com o GDS Cascais. Poucos acreditarem em nós e houve muita crítica, mas o resultado foi fantástico. Trabalhámos todos muito (as jogadoras e os responsáveis pela modalidade no clube) e “calámos” com o nosso resultado muita gente. Foi, em minha opinião, também um impulso para o hóquei feminino. Crucial neste successo também foi o espírito, ambiente e amizade na equipa, combinado com muito trabalho, que para mim são as chaves do successo de qualquer equipa.

Maior sonho na carreira Hoquista: Não tenho e nunca tive, mas cada vez que eu ou minha equipa entrámos em campo quero sempre ganhar, até hoje. Assim, talvez possámos considerar isto o meu “sonho”.

Superstição ou ritual que tenha no Hóquei: Também não tenho, mas aprendi um “ritual”, que não é bem um ritual, com o meu treinador na Holanda que é nunca mudar a sua rotina do dia-a-dia antes de um jogo importante. Faz tudo igual ao que sempre fazes, porque é o que teu corpo e a tua mente estão habituados a fazer, então não mudes este ritmo. Acredito nisto, sempre fiz e nunca me arrependi de o fazer.

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