logo_fph_1

"Canto Curto" com Rui Figueiredo

AddThis Social Bookmark Button
rui_figueiredo_4

Rui Figueiredo, árbitro e Umpire Manager da Federação Europeia de Hóquei, é a personalidade desta quinzena no Canto Curto. Apesar de só ter entrado na modalidade aos 17 anos, diz hoje que gostar de Hóquei é um estado de espírito.

Prefere o Campo ao Sala, e aponta a consistência, o controlo, a comunicação, a boa compreensão do jogo e do que os jogadores pretendem, aliados a uma boa dose de bom senso, como as características essenciais de um bom árbitro. É também no capítulo da arbitragem que Rui Figueiredo alimenta o sonho de que a arbitragem nacional possa ser reconhecida nacional como internacionalmente.

Conheça então o perfil de Rui Figueiredo.

Nome: Rui António Figueiredo de Jesus

Clube: n/a

Função na modalidade: Árbitro nacional; Umpire Manager da Federação Europeia de Hóquei (EHF).

Como se interessou pela modalidade: Conheci a modalidade através de um jogador do CF “Os Belenenses” que morava perto de mim. Após várias tentativas conseguiu que eu fosse treinar com ele, apesar de já ter demasiada idade para me iniciar (17 anos), o que torna a iniciação mais difícil, gostei da experiência, talvez pelas dificuldades que encontrei no início, e desde aí nunca mais parei e fiz do Hóquei a minha modalidade de eleição.

O que mais o atrai na modalidade: Acho que gostar de Hóquei é um estado de espírito (não se explica - apenas se sente), só assim compreendo que apesar de tantas dificuldades e problemas os verdadeiros hoquistas nunca desistem nem abandonam a sua modalidade.

rui_figueiredo_2
rui_figueiredo_1

Prefere Campo ou Sala: Prefiro Campo sem sombra de dúvidas. Apesar de o Hóquei de Sala ser muito rápido e bonito se bem jogado, é no Hóquei em Campo que está a verdadeira essência da modalidade.

Jogador(a) de Hóquei preferido(a): No meu entender o jogador tipo é um jogador que alia as suas características técnicas e tácticas à sua utilidade na equipa onde joga, cumpre a sua função como elemento de um grupo mas que consegue também fazer a diferença em termos técnicos, criando vantagens e provocando desequilíbrios na equipa adversária. Em Portugal felizmente existem bastantes jogadores com estas características (os quais não vou referir), mas infelizmente existem muitas lacunas e falhas ao nível táctico e comportamental não apenas durante os jogos mas também no pré e pós competição.

Árbitro(a) de Hóquei preferido(a): Não gosto de referir nomes de árbitros preferidos quando no meu entender existem tantos que reúnem as características que eu acho importantes para ser um bom árbitro. Consistência, controlo, comunicação, uma boa compreensão do jogo e do que os jogadores pretendem, aliados a uma boa dose de bom senso, são essenciais para definir um bom árbitro em qualquer modalidade desportiva.

Melhor momento na carreira Hoquista: O reconhecimento internacional do meu valor e das minhas qualidades que fizeram com que fosse promovido a árbitro internacional de Campo e Sala ao mesmo tempo, e ainda a promoção a Umpire Manager da EHF, cargo este quase só reservado a árbitros Grade 1.

Maior sonho na carreira Hoquista: O meu maior sonho é que a arbitragem portuguesa saia do estado de degradação onde se encontra actualmente e que volte a ser reconhecida pela positiva, tanto nacional como internacionalmente, contribuindo dessa forma para uma melhoria da nossa modalidade.

Superstição ou ritual que tenha no Hóquei: Além de entrar em campo sempre com o pé direito e pedir protecção Divina para todos os intervenientes no jogo, não tenho mais nenhum ritual até porque não me considero uma pessoa supersticiosa.

rui_figueiredo_3