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Portugal participa no "Troféu Mário Zovato"

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Portugal deslocou-se a Turim, Itália, para realizar três jogos no Troféu Mário Zovato

Álvaro Gião, Presidente da Federação, disse que "o nosso País não se deslocou a este torneio com o objectivo de sair vencedor, mas sim fazer o melhor possivel. Conseguiu o seu intento plenamente".

Sersedelo Tavares, Seleccionador Nacional, referiu que "a diferença que existiu entre a nossa Selecção e as restantes foi na falta de hábito aos terrenos relvados. A impressão com que ficamos foi agradável".

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Conheça a nossa história!!

7 de Junho de 1966: Muito embora não tivesse triunfado em qualquer dos três encontros que disputou em Turim, Itália, onde tomou parte num torneio internacional para disputa do "Troféu Mário Zovato", a equipa nacional de Hóquei em Campo, que às primeiras de hoje regressou a Lisboa, não deixou mal colocada a modalidade, uma vez que o nível técnico patenteado foi de molde a agradar, como ficou ficou provado nos convites recebidos, e que vão ser objecto de estudo, para estar presente em futuros torneios, a disputar na Itália e, possivelmente, na Suiça ou na Polónia.

Para Álvaro Gião, Presidente da Federação, "a equipa sentiu a dificuldade do terreno relvado no primeiro jogo, subiu no segundo e, no terceiro, já atingiu bitola interessante. A própria Imprensa italiana o reconheceu, pelo que não podemos, nem devemos deixar parar a modalidade no âmbito internacional".

O Seleccionador Nacional, Sersedelo Tavares, disse mesmo que "a diferença que existiu entre a nossa Selecção e as restantes foi na falta de hábito aos terrenos relvados. A impressão com que ficamos foi agradável, tornando-se necessário dar maior incremento ao contacto internacional".

Rogério Ramos, capitão da Selecção Nacional, afirmou: "Gostei da nossa equipa e embora desabituada aos terrenos relvados, viu-se que tem possibilidades de adaptação, como o demonstrou no 2º e 3º jogo, em que não ficamos diminuídos. Numa futura saída julgo que faremos melhor, pois este torneio foi uma boa lição".

Luís Gemas, considerado o nosso melhor jogador, o que lhe valeu uma medalha, atribuída pela direcção do torneio, disse: "O que falta à equipa é o contacto internacional, pois nos últimos dois jogos desfrutámos de nítida superioridade, mesmo contra os húngaros, vencedores do torneio. Logo que possamos entrar em maior número de provas deste género, o Hóquei em Campo português atingirá posição de relevo".

Por fim, João Silva, do Ramaldense: "Não há dúvida de que os outros são melhores do que nós, mas lamento que o meu clube, campeão nacional, não tivesse fornecido, maior número de jogadores à Selecção. Arlindo e Ferreira, por exemplo, tinham lugar na equipa. Estranhámos a falta, mas com outros contactos além-fronteiras a equipa apresentará franca melhoria".

Retirado do Jornal "Record" de 07/06/1966