PORTUGAL vs. ITÁLIA - CRÓNICA DE UMA FINAL ANUNCIADA

EUROPEU DE PARAHÓQUEI

PORTUGAL vs. ITÁLIA
CRÓNICA DE UMA FINAL ANUNCIADA

O sol, desaparecido há uns dias mas presente a partir de ontem, continua a abençoar a competição de ParaHóquei que decorre em Antuérpia e que hoje recebeu a visita especial das seleções nacionais femininas da Holanda e da Alemanha para gáudio dos amantes do hóquei e da estética.

O nosso selecionado, desfalcado ainda antes da deslocação à Bélgica e com atletas que andaram pela primeira vez de avião, logo foram selecionados também pela primeira vez, teve um bom início e, se hoje mantivesse o enquadramento dos resultados de ontem, estaria na final que se disputa amanhã, não no palco onde os jogos estão a acontecer, mas no grande palco onde se disputa por estes dias o Europeu máximo, masculino e feminino. É um prémio para aqueles que, em campo, conquistaram esse direito de lutar numa final pelo título europeu.

A Holanda foi, mais uma vez, o nosso primeiro adversário. E continuámos a acordar devagar: voltámos a empatar (2-2). No confronto seguinte, com uma Itália que, a partir de hoje, está reforçada com uma das suas estrelas, estivemos a vencer durante muito tempo, mas baqueámos, de novo, nos minutos finais (1-2). Contra a Alemanha, que substituiu definitivamente a Bélgica no grupo de elite, voltámos ao normal e goleámos 8-0.

No início da tarde, na segunda ronda do dia de hoje, voltamos a vencer a Holanda (4-0), repetimos a derrota contra a Itália, só que por números mais ameaçadores (2-7) e voltámos a golear (6-0) a Alemanha. Carimbámos, assim, como era previsível, a presença na final contra os velhos parceiros de pódio, a Itália, que conta por vitórias os jogos realizados.

Agora, temos apenas que realçar mais um excelente resultado do ParaHóquei português que, na pior das hipóteses, será medalha de prata nos Europeus deste ano. E, seja qual for o resultado da final, será sempre uma excecional prestação para uma seleção renovada, com quatro estreantes absolutos e ficaremos sempre à frente da Holanda e da Alemanha, os países que há mais tempo trabalham nesta realidade.

Para um país com um projeto de apenas 5 anos, um segundo lugar, agregado aos dois títulos europeus e à Taça Integração de 2016, e num ano em que acaba de perder o subsídio que vinha recebendo da tutela, contrato-programa que subsidiava a prática do ParaHóquei em Portugal, é obra! E todos sentimos um orgulho enorme pelo que fizemos já. E mais orgulhosos ficaremos se, amanhã, num palco onde daremos tudo, quiçá o impossível, levarmos de vencida a Itália em mais uma reedição das últimas finais.

Vai ser, sem dúvida, um desafio real para gente com muita barba. Como são todos estes atletas especiais.

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