PORTUGAL FOI SEGUNDO NO EUROPEU DE PARAHÓQUEI

PORTUGAL FOI SEGUNDO
NO EUROPEU DE PARAHÓQUEI

A seleção nacional de ParaHóquei não teve argumentos para gelar o “inferno de Dante” e baqueou, mas num jogo em que vendeu caro a derrota perante um adversário que anda há uns anos a preparar-se, durante todo o ano, para nos tirar o título que era nosso desde 2015, em Londres, quando aparecemos como grandes desconhecidos e conseguimos o título europeu.

Em 2016, na Taça Integração, também disputada na Bélgica, voltámos a vencer e foi aí que começou a notar-se que a partir daí iria tornar-se mais difícil. Mesmo assim, em 2017, em Amesterdão, conseguimos conquistar de novo o europeu.

Em 2018, numa competição INAS, perdemos a primeira final desde que andamos por cá, mas tentámos adiar o inexorável: mais tarde ou mais cedo, as apostas dos italianos em atletas federados mas com deficiência intelectual ligeira haveria de dar frutos. Neste campeonato, desde o princípio, foi evidente a superioridade transalpina. Mas, até ao fim, acreditámos, lutámos com todas as forças, fomos brilhantes na entrega, inexcedíveis no empenho como na revolta no final. É que a equipa queria tanto vencer!

O resultado, com o terceiro golo a segundos do fim, quando era já praticamente impossível a reviravolta, e dois golos algo consentidos, no início, ainda que o segundo num remate brilhante, não foi o suficiente para trazer o título, mas poderia ter sido diferente se tivéssemos convertido dois shootout em alturas de jogo em que colocaríamos pressão no adversário.

Mas estamos orgulhosos pelo grupo, por aquilo que sofreu, por aquilo que lutou. O adversário foi melhor sobretudo porque, por circunstâncias diversas, não pudemos estar presentes com alguns dos melhores atletas. Circunstâncias que podem tornar-se determinantes porque essas ausências também ajudaram os italianos.

Parabéns à Itália que soube vencer e reconhecer no final que foi bem mais difícil do que supunham.

Parabéns a Portugal que soube merecer os aplausos no final e todas as manifestações de carinho dos adversários e dos atletas e staff das restantes equipas.

Vamos lá preparar a seleção para recuperar o “caneco” em 2021.

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